Por que Fantasia?

Tratando-se de literatura, mas não unicamente de, a fantasia é uma válvula de escape. Um portal que leva a outros universos. 
Morfologicamente, O termo fantástico provém do latim (phantasticus), tem sentido irreal, de ficção, do imaginário. Acredito, porém, nela como um reflexo metafórico da nossa realidade.
Tinha doze, treze anos, quando conheci este gênero, fascinante até hoje. A literatura fantástica pode trabalhar de inúmeras formas, em diversos estilos e subcategorias (irei destrinchar em futuros textos), no entanto, sempre aliada a ideia de devaneio, constante ou não.
O primeiro livro que li (ao menos completamente...), A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr, me fez viajar entre mundos nunca antes desbravados. Do céu ao inferno, nos cantos mais longínquos do mundo dos homens (ou não!). Isso algemou-me a essa literatura irreal, apenas com palavras, nenhuma máquina ou magia, conheci novos universos.
Já ouvi algumas pessoas dizerem que a fantasia não passa de um recurso pobre de escritores amedrontados por sua relação com a realidade. Para mim, os escritores de fantasia escolhem fazer o mais difícil ao contar uma história, não entregar tudo de bandeja e sim ilustrar com figuras de linguagem metafóricas e comparativas, com sonhos distantes e cenários improvavelmente reais, ao mesmo tão próximos de cada um de nós.
A beleza (estética e subjetiva) das histórias fantásticas é ser a fuga necessária, desejada veemente por nossos corações exaustos de nossa realidade empobrecida por eras.
Bom, chega de tanto filosofar sobre, agora é a hora de praticar. O que proponho, a quem tem qualquer cisma com a fantasia, é ler um algo dentro desse estilo. E (com minha vasta experiência de dezesseis anos! Hahahaha!!) indicarei alguns textos de escritores do gênero (e lá vamos nós!).













# 1 – Claudia Dugim
Matando Gigantes – se é mais humorado, ou se interessa por algo mais futurista, leia esse. É uma grande sátira ao clichê “...a Terra acabou e fugimos numa nave espacial para outro planeta...”, como diz a autora. 
Círculo do Dragão – do futurismo à ancestralidade, agora a autora evoca Dragões,
entidades marca da literatura fantástica. Ou seja, é um tradicionalista? Venha com o
Círculo.


Torre das Almas – spin-off da série Filhos do Éden, é um conto de 15 páginas, do subgênero conhecido como Fantasia Urbana.
O horror que vem do mar – um miniconto de horror, inspirado nos clássicos de H. P. Lovecraft (leiam também!), tem menos de uma página.

Ainda Centauros – infelizmente Ainda Não Li (não vingarei como humorista...), porém confio na autora, já li outros textos e acredito que venha a ser prazeroso.
O Esqueleto – a capa pode transparecer sensações cômicas, porém esse é um conto de terror, curto e direto. Ótimo para iniciar o percurso fantástico.

Pacto – narrativa curta que brinca com o sobrenatural, usa do blues, e se inicia com uma frase deveras impactante.
A Invasora – é uma noveleta de terror, passada na época colonial do Brasil, faz referência as lendas e folclore das nossas terras tupiniquins; e como via de regra do Barreto, tem uma escrita invejável.


Agora, cabe a vocês escolher o mais interessante (prefiro que leiam todos), e ler. São gratuitos, apesar dos escritores terem obras publicadas. Porém, como meu objetivo era convencer os ainda descrentes no fantástico, achei ser mais fácil fazê-lo com gratuidade. O mais importante é: leiam. Gostando, gastem com livros desses autores e de outros, e aproveitem essa viajem pela terra da fantasia.
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